[NDS] Novo Dragon Quest IX na NDS

Publicado por aiom em Dezembro 12, 2006

Foi apresentado mais um novo capitulo da saga Dragon Quest.
O anterior (DQ VIII para a PS2) foi aplaudido tanto pela critica como pelos fãs, e esperava-se que este novo capitulo fosse numa das plataformas nextgen, mas a SquareEnix optou por lança-lo na portátil da Nintendo devido à sua enorme base de usuários, principalmente no Japão onde a saga é mais popular que Final Fantasy.
Depois do sucesso estrondoso de DQ VIII é muito provável que este novo IX seja lançado no mercado ocidental.

VIDEO AQUI

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[Xbox360] Gears Of War – Opinião

Publicado por aiom em Dezembro 12, 2006

Depois de tanto hype à sua volta, tão grande que a própria Epic entitulou o dia de lançamento como “Emergence Day”, será este o grande jogo de 2006? Muito provavelmente sim.

Gráficos
A primeira coisa que se reparou mesmo antes do jogo sair para as lojas, foi sem dúvida o aspecto gráfico. Desde vídeos a imagens todos eles mostravam que seria talvez este o jogo mais próximo de GC alguma vez feito, e agora que o pude testar comprovo isso mesmo. Graficamente o jogo é irrepreensível; os modelos dos musculados COG’s estão perfeitos, as suas animações extremamente fluidas transmitem-lhes um ar sólido próprio de um “action hero”.

Uma das características que saltam à vista é a enorme quantidade de sangue que constantemente enche o nosso ecrã. Braços, pernas, tripas, cérebros, voam pelo ar quando dilaceramos algum inimigo e o sangue escorre pela câmara ao serem salpicados num desses momentos divertidos como o esmagamento do crânio do adversário com a bota, quando o serram ao meio com a motoserra ou quando o fazem explodir com uma granada. Enfim uma festa para os amantes do gore.

Os cenários que vão desde prisões, grutas, florestas, mansões, comboios em movimento, são variados quanto baste e as suas texturas arrebatadoras dão ao jogo um ar quase foto-realistico. Se quisermos ser mesmo picuinhas podemos apontar falhas como alguma pixelização em certas partes do cenário, mas são de menor gravidade pois no meio de tanta acção é muito difícil darem conta dessas pequenas imperfeições. A gama de cores também é demasiado parecida ao longo do jogo; muito na onda do cinzento metalizado, mas a nível geral são provavelmente os melhores gráficos alguma vez feitos num jogo.

Jogabilidade
Um dos conceitos principais do jogo é sem dúvida o cover, uma função que torna o jogo bastante táctico. Basta pressionarem o botão A e ficam imediatamente pregados a uma parede ou um qualquer obstáculo á vossa frente, podendo assim ver o lado de lá e disparar sob protecção. Nos modos de dificuldade mais puxados como em Hardcore ou Insane esta técnica é indispensável se quiserem sobreviver mais do que cinco minutos no campo de acção, pois os inimigos são inteligentes, escondendo-se também eles e fugindo se se encontrarem em perigo. Mas por outro lado se demorar-mos muito tempo em cover eles avançam agressivamente na nossa direcção prontos a fazer-nos em picadinho.
Este movimento tem apenas um pequeno problema, porque o botão utilizado para correr é o mesmo e por vezes ficamos colados aos cenários quando de facto queremos é sair dali o mais depressa possível.

As armas que vão encontrando ao longo dos níveis são as habituais pistolas, caçadeiras, snipers, basookas, mas também algumas originais, como um arco que dispara flechas explosivas ou a arma principal do jogo que tem embutida uma pequena motoserra que é rapidamente posta em uso com o pressionar no botão B, cortando ao meio os pobres coitados próximos de nós. Esta motoserra tem um senão, pois nos momentos em que estamos a dilacerar alguém, ficamos sem qualquer hipótese de reacção durante os segundos que a animação dura, uns 4-5 segundos, o que torna o seu uso algo arriscado principalmente se tivermos mais inimigos à nossa volta.

Outra das técnicas é o chamado “grenade tag”, que não tem muita utilidade no modo singleplayer mas que no modo online é uma manobra extremamente útil, embora por vezes demasiado poderosa, após a granada ser colada ao corpo do jogador inimigo ele apenas tem poucos segundos de vida antes de ver os seus pedaços internos totalmente desfeitos, não tendo por isso qualquer hipótese de se defender. Alguns fãs do jogo queixaram-se em inúmeros forums deste tipo de manobra ser demasiado fácil e poderosa e provavelmente a Epic irá fazer algo quanto a isso no próximo update.

História
Este não é decididamente o seu ponto forte, é deveras simples e sem muitos pormenores, basicamente e sem querer entrar em possíveis spoilers, somos uma equipa de soldados que lutam contra os inimigos invasores, os Locust. Um dos problemas é que a maioria dos objectivos não têm uma justificação plausível, apenas nos mandam fazer isto e aquilo e ir ali ou acolá. Não é mostrada qualquer backstory dos personagens, e o a única informação mais incisiva é a que vem na primeira introdução do jogo a qual nos explica por alto o que se passou no tempo da invasão destes Locust.

O jogo está dividido em 5 actos compostos com sub-capítulos que funcionam como checkpoints, e que gravam automaticamente a nossa localização.
A duração é algo curta para um jogo deste género, à volta das 5-6 horas e por isso recomendo começarem pela dificuldade Hardcore para terem mais algum proveito desta parte do jogo. Depois de completarmos o modo singleplayer temos acesso à dificuldade Insane, na qual se fazem realmente notar os problemas de I.A. dos nossos companheiros, e algumas partes do jogo são por isso quase impossíveis de ultrapassar sem a ajuda de um ajudante de carne e osso através do modo Co-op, quer seja na própria consola ou pelo Live. Esta opção é fantástica e GoW é sem dúvida uma das melhores experiências Co-op de todos os tempos.

Experiência online

A componente online está dividida entre o já referido modo Co-op e o viciante modo Versus, no qual participam até 8 jogadores distribuídos por duas equipas. Existem 10 mapas ao todo, extremamente bem construídos e com armas especiais escondidas em sítios estratégicos. Todos eles têm as proporções adequadas de forma a que os 8 jogadores aportados não passem muito tempo sem se encontrarem ou estejam demasiado juntos. Os modos de jogo são simples mas divertidos. Warzone funciona como o típico team death match, no modo Execution temos que aniquilar os inimigos com um golpe final aplicado junto da vitima, e o mais original é o modo Assassination, onde é atribuído um chefe dentro dos 4 jogadores e o jogo acaba quando esse mesmo chefe é morto, servindo os restantes jogadores como guarda-costas.

Dentro do modo Versus podemos escolher jogar em ranked matches onde recebemos pontos de acordo com a nossa prestação em cada jogo, podendo depois ver a nossa posição e estatísticas pormenorizadas como o número de vezes que ganhámos e perdemos, das vezes que morremos, ou dos inimigos que matámos, técnicas mais utilizadas, etc dentro da Leaderboard. Neste modo não podemos convidar os nossos amigos para jogarem connosco, tendo para isso que utilizar os Player Matches nos quais não são guardados os pontos atribuídos ao longo dos jogos. Esta medida serve no fundo para impossibilitar equipas de clãs que ao juntando-se podiam arrasar rapidamente os inimigos aleatórios que lhe calhassem.

Conclusão
Concluindo, Gears of War é um sério candidato a jogo do ano. Graficamente espantoso e com uma jogabilidade intuitiva e viciante, apenas peca pelo fraco desenvolvimento da história e pela curta duração do modo singleplayer. É um marco na indústria dos videojogos, e um estandarte para os níveis gerais de qualidade que um jogo deve apresentar. Se têm uma X360 este é um jogo simplesmente obrigatório.

Pontos positivos:
+ Gráficos quase foto-realistas.
+ Jogabilidade intuitiva e viciante.
+ Modo online competitivo.
+ Sangue, muito sangue! E tripas !
+ Motoserra imbutida.

Pontos negativos:
- História algo apressada.
- Curta longevidade se não tiverem acesso à parte online.
- I.A. dos companheiros com alguns problemas.
- Não podemos convidar amigos para jogos ranked.

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